Fios de Pérolas TIC

Um espaço de partilha de reflexões, artigos, tutoriais, recursos , comunicações sobre Educação sobre (e com) as tecnologias.

Comparação do modelo de digitalização das provas finais do ensino secundário

Partilho esta síntese, que reúne e compara o modelo de digitalização das provas finais do ensino secundário adotado por vários países. O objetivo é meramente descritivo, pelo que não inclui juízos de valor, nem a minha opinião sobre os processos, centrando-se na vertente de digitalização e deixando de fora a realização de exames em suporte e formato digital.

Em Portugal, o processo de digitalização vai ser testado em maior escala este ano, após um ensaio piloto com a prova de Filosofia em 2025. Analisando o que já se conhece do processo para este ano, a vantagem mais evidente e imediata é o facto de os professores corretores já não terem de se deslocar aos Agrupamentos de Exames, evitando longas horas de espera para recolher as provas.
Encontrei algumas questões pertinentes para reflexão. Em Espanha, quando há um pedido de reapreciação da prova:

  • A nota final passa a ser a média entre a primeira e a segunda correção;
  • Se existir uma diferença de dois ou mais pontos entre as duas avaliações, é desencadeada automaticamente uma terceira correção.

Há países nos quais são criados centros para correção de provas, instalados nas Universidades, aos quais os professores se deslocam para fazer o serviço. Efetivamente, o nível de envolvimento das Instituições do Ensino Superior (Universidades e Politécnicos) é uma das maiores diferenças que encontrei.
Quanto à eficácia do processo, fica para depois da experiência.

Participação na sessão: Mulheres que lideram, inovam e inspiram

No passado dia 24 de abril, a Escola de Serviços e Comércio do Oeste foi palco de um momento marcante no âmbito da sua Semana Cultural, com a realização de uma conversa inspiradora subordinadas ao tema “Mulheres que lideram, inovam e inspiram”.

A iniciativa reuniu participantes de diferentes áreas, proporcionando um espaço de partilha, reflexão e aprendizagem em torno do papel das mulheres na liderança, no empreendedorismo e na inovação. Ao longo das sessões, foram abordadas experiências reais, desafios enfrentados ao longo do percurso profissional e estratégias para ultrapassar barreiras ainda presentes na sociedade atual.

O ambiente foi marcado por uma forte interação entre oradoras e participantes, promovendo não só o debate de ideias, mas também o incentivo à autoconfiança e ao desenvolvimento pessoal e profissional. As histórias partilhadas serviram como exemplo de resiliência, criatividade e capacidade de transformação, deixando uma mensagem clara sobre a importância da diversidade e da inclusão nos diversos setores.

No Education Summit com IA na Escola

IA na Escola: Estratégias Práticas para uma Integração Ética e Pedagógica foi o tema da sessão que dinamizei no Education Summit.

Partindo do referencial "Inteligência Artificial na Escola Portuguesa" (ANPRI), esta sessão propõe uma reflexão sobre o papel do professor enquanto mediador humano essencial, na navegação crítica do ecossistema educativo digital e na preparação dos alunos para que saibam pensar com a IA, e não apenas através dela.

O Education Summit 2026, realizado em Guimarães, é um dos principais eventos nacionais dedicados à educação, reunindo milhares de profissionais do setor, incluindo professores, educadores, investigadores e decisores. Trata-se de um encontro de referência que promove a reflexão, o debate e a partilha de práticas inovadoras, centrando-se nos desafios atuais e futuros do ensino.

Nomeação para o Conselho Científico do EduQA, I. P.

Foi publicado o Despacho n.º 14805-A/2025, de 12 de dezembro, que formaliza a minha nomeação como representante da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI) no Conselho Científico do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, I. P. (EduQA, I. P.).

O Conselho Científico é o órgão de consulta e apoio técnico-científico do EduQA, I. P., em matéria de avaliação externa das aprendizagens do ensino básico e secundário, integrando representantes das diferentes áreas disciplinares.

Recursos Cibersegurança Manual Login 2º e 3º ciclos

Outubro é o Mês Europeu da Cibersegurança, uma iniciativa que alerta para os riscos digitais e a promove uma utilização mais segura da tecnologia.
Para trabalhar este tema com os seus alunos, disponibilizamos 5 recursos com dicas essenciais para uma navegação responsável:

  • Apresentação PowerPoint – Proteção dos dados pessoais
  • Vídeo – Fake news
  • Infográfico – Tipos de Malware
  • Quiz – Segurança, responsabilidade e respeito em ambientes digitais
  • Jogo – Escape room

Disponíveis na plataforma Aula Digital 

Webinar da UBBU no âmbito da Codeweek

No âmbito da Codeweek, uma iniciativa europeia que promove a programação e o pensamento computacional, a UBBU organizou um conjunto de webinares dedicados a estes temas tão relevantes para a educação na atualidade.

Tive a oportunidade de participar, enquanto Presidente da Direção da ANPRI, no primeiro webinar, intitulado “Bem-vindos à Codeweek”, que se realizou no dia 13 de outubro, às 18h00, dando início a este ciclo de sessões inspiradoras.

Durante a minha intervenção, partilhei algumas reflexões sobre a aprendizagem do pensamento computacional, da programação e da robótica, sublinhando a importância destas áreas no desenvolvimento das competências digitais e do raciocínio lógico dos alunos — competências essenciais para o seu futuro num mundo cada vez mais digital. Pois, não pode a escolas, descarta a formação das novas gerações o digital.

Weninar

Analise da Estratégia e das Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento

Fiz a minha análise da Estratégia e das Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento que esteve em consulta pública até dia 5 de agosto no website da DGE [informação]

Partilho o meu contributo de forma organizada.

Analise da Estratégia e Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento – Fernanda Ledesma

A imagem criada com o Gemini representa alguns dos contributos baseados na mobilização de situações individuais para comunitárias.

Participação nas VI Jornadas Pedagógicas do Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira

No passado dia 7 de julho de 2025, tive o privilégio de participar nas VI Jornadas Pedagógicas do Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira, subordinadas ao tema “Profissionalizar Saberes, Transformar Futuros”, em representação da ANPRI – Associação Nacional de Professores de Informática.

A minha intervenção integrou o painel da manhã e teve como tema “Revisão do Catálogo Nacional das Qualificações: unidades de competência centradas em resultados de aprendizagem”. Nesta comunicação, procurei contribuir para a reflexão sobre os desafios da reformulação dos referenciais dos cursos profissionais, sublinhando a importância de um alinhamento mais eficaz com as exigências do mundo do trabalho e com os percursos e motivações dos alunos.

Estas jornadas foram um espaço enriquecedor de partilha e de construção coletiva de conhecimento, contando com um programa diversificado que incluiu debates sobre o presente e o futuro dos cursos profissionais, uma conferência dedicada à ética na era da inteligência artificial e vários workshops temáticos sobre inovação pedagógica e ferramentas digitais.

Agradeço ao Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira o convite e a todos os participantes o envolvimento e o espírito de partilha.

Programa VI Jornadas AESB

Integração da IA no processo de ensino e aprendizagem

Inteligência Artificial (IA) representa, simultaneamente, uma oportunidade e um desafio para a educação. Por um lado, a IA permite personalizar a aprendizagem, automatizar tarefas administrativas e ampliar o acesso a recursos educativos. Estas vantagens podem aumentar a eficiência dos processos educativos e adaptar o ensino às necessidades individuais dos alunos, potenciando aprendizagens mais significativas.

Por outro lado, surgem preocupações legítimas quanto à desumanização da educação, à erosão da relação pedagógica e à substituição do professor por algoritmos. A educação não pode reduzir-se a um sistema funcional e automatizado; deve preservar a sua dimensão crítica, relacional e humanista. A IA, se usada sem critérios éticos e pedagógicos claros, corre o risco de acentuar desigualdades e comprometer valores fundamentais da educação.

A complementaridade entre metodologias digitais (inbound learning) e a intervenção humana (outbound learning), avista-se com a solução mais equilibrada. A IA deve ser integrada como ferramenta pedagógica, e não como fim em si mesma. É essencial investir na formação de professores, garantindo a literacia digital e ética necessárias para um uso informado e consciente destas tecnologias.

Em suma, a IA pode enriquecer a educação se for usada com intencionalidade pedagógica, visão crítica e compromisso com a equidade e a inclusão. Cabe aos professores liderar o processo, para que a tecnologia sirva a aprendizagem — e não o contrário.

IA e aprendizagem

Hoje, na imprensa sobre as Provas ModA

Com muitos cortes, que por vezes alteram o pouco o sentido, mas resumindo as duas ideias …
As provas em suporte digital para além dos conhecimentos na áreas de cada disciplina, exigem que o aluno tenha as competências digitais mais consolidadas para que se sinta confortável e não seja mais um obstáculo, mais um motivo de frustração.
As provas deveriam ser realizadas a partir desta fase, já que os alunos do ensino básico continuam a ter aulas e a logística já tem de ser organizada para os exames, não se andava a criar constrangimentos durante o mês maio

In JN (Jornal de Notícias) 2025.06.07

Sobre as Provas ModA